segunda-feira, 25 de maio de 2009

Crise = Oportunidades

A crise que passamos vem afetando EUA, China e Europa onde mercados B2B são considerados os maiores geradores de lucro e resultados para empresas fornecedoras de produtos e serviços. Empresas que anseiam pelo crescimento e perpetuação de sua lucratividade vem encontrando o desafio de reestruturar suas políticas de marketing e vendas, inovar no atendimento e em portfólio de produtos. Podemos dizer definitivamente que a Crise traz consigo um fator de desenvolvimento para empresas antes acomodadas em crescimento anual em vendas e lucratividades dos últimos 10 anos.

Nas últimas semanas estive em contato com um executivo de uma grande multinacional americana que me informou que a principal modificação que sua corporação esta fazendo para superar a crise é aumentar os esforços de vendas e marketing em países da América Latina que aparentemente estão sofrendo menos os efeitos da crise, principalmente Brasil, esta empresa em um passado recente focava seus maiores investimentos em vendas e marketing na Europa e China.

Na empresa onde trabalho tivemos uma pequena queda nas vendas e em faturamento, para atravessar este momento de crise estamos implantando técnicas gerenciais afim demelhorar os resultados de Folow Up em negócios levantados por nossa equipe de campo e investindo pesado no desenvolvimento de novos produtos para novos mercados. Estas ações trarão benefícios imediatos para as empresas mas, quando pensamos a longo prazo o crescimento será benéfico e trará novas perspectivas para quem encarar a crise como um momento para crescer.

Nas crises é onde temos as maiores oportunidades de crescer, basta investirmos nosso tempo e criatividade para inovar, nos diferenciar da concorrência e atender nossos clientes de maneira especial com produtos e serviços inovadores e atendimento personalizado.

2 comentários:

Gustavo Ferrara disse...

Caro Raphael;

Concordo com você que a crise sempre gera oportunidade, a questão da inovação é de suma importância para a sobrevivência das empresas.

Mas devemos ter cuidado ao analisar o Brasil. O Brasil sofre sim com a crise, ainda mais com a grande abertura sem proteger a indústria nacional, sem um planejamento industrial nacional de grande relevância, sempre dependemos de capital externo, desde quando éramos colônia. O Brasil não sofreu tanto porque não tem como sofrer mais. Ao olhamos para a sociedade e analisarmos o Brasil, notamos que hoje somos um dos países com maiores desigualdades do mundo, a crise da cultura, da economia, da sociedade é tamanha que temos nosso parque industrial desmontado, ultrapassado e necessitando de investimento. Desde 1980, com a mudança da postura do Brasil frente a forma de política industrial, não vemos crescimento descente e eficaz para suprir as necessidades do Estado.

O Brasil concordo com você não está sofrendo com a crise, o Brasileiro já sofre a anos. Temos que a 45% renda do país esta concentrada em apenas 10% da população aproximadamente. E essa parcela sofre pouco com isso. pode vir crise, o que quiser, não sofrerá mudanças drásticas. Os países da América Latina sofrem com crises piores a muito tempo. Então uma crise de países industrializados, nunca chegará aqui, um país que vende comodites e ainda altamente dependente dos fluxos de capitais. as medidas feitas são sempre para buscar o dinheiro que entra e sai rapidamente, só muda o tempo de espera. Marketing venda investimento... Sempre vão existir, mas uma sociedade digna está perdida a tempo. Não adianta olharmos para grandes empresas lá fora e falar que o Brasil está bem. Sim está bem, mas para quem esta bem? Para o poupador, o rentista. Para a população, na sua grande maioria, vivendo de subemprego acostumada a sobreviver as margens de uma elite liberal a crise já está instalada a anos. A elite continuará em seus palacetes e ainda os efeitos da crise serão pequenos.

Temos que nós posicionar há uma crise muito pior na sociedade brasileira hoje. Que dificilmente será contornada com investimentos em marketing, inovações ou algo parecido.

Gustavo Ferrara
Economista & Adminitrador de Empresas

Reinaldo Cirilo disse...

Acredito que dentro dessa crise, somente as empresas mais criativas e que se utilizarem melhor das ferramentas de marketing ´para fidelizar, conseguirão um lugar ao Sol.

Imaginamos que os produtos tem qualidades parecidas, preços também similares, embalagens idênticas, então como conquistar o consumidor?

É ai que entra toda a estratégia, o relacionamento, as pesquisas, estar monitorando constante o mercado e tentar inovar, o fazer mais com menos...

Nessa época de crise, não vale o cara mais estudado, o mais vivido, e sim as melhores cabeças pensantes, criativas, para fazer com o mesmo coisas diferentes...